Sejam bem vindos!!

























terça-feira, 29 de maio de 2012

Digo que sou razoável.
Ter a razão é caminhar com os pés no chão. 
Chão de pedras, sem curvas e uma direção ...
Costumo usar a cognição e usá-la é ser sensata....
Mera sensatez! Como seria sem você?
Não ter a razão é deixar-se levar pelo que a vida tem a oferecer.
Mas, talvez não consiga caminhar sem guarda-chuvas, sem capa de proteção ou
uma malinha de primeiros socorros na mão!
Seria loucura deixar-se molhar pela chuva ou caminhar na escuridão?
Acredito que não!
Loucura é algo que combina com amor e também com ilusão.
Sentir que sua vida é parte de outra assim, parece loucura, mas e daí?
Quem disse que viver seria uma lógica matemática ou a soma de um mais um?!!!
Certamente os mais felizes são os que confiam  sem saber aonde chegarão.
Viver talvez seja isso: não olhar pra o chão, e ver somente o horizonte a espera de uma decisão!


Autora: Sharline Dionízio






segunda-feira, 14 de maio de 2012

=) Por onde andei...



Dor de uma Ilusão.  
Avesso? Hoje é só o que vejo .
Lembro do céu e reverencio o que está por trás, o que desconheço.
E o mar? Vejo além das aparências.
Não consigo me voltar para outra memória que não seja essa: a que me retira do eixo e acaba com minha inércia.
Assim é o infinito, universo amigo... ele me acaricia por completo!
É uma prisão sem amarras...uma gaiola chamada planeta.
Isso vai acabar?
Talvez amanhã quando olhar para o mar e só ver o que a visão limitada consegue alcançar.
Quem sabe no  amanhecer quando o sol  trouxer minha rotina.
Quando pentear o cabelo, e isso  for mais relevante que trançar os fios da existência.
Por onde caminhar esquecerei as flores nos canteiros, do sol só lembrarei do calor que sufoca ao meio-dia de uma segunda-feira.
Da janela vejo paisagens que se deformam, não consigo mais apreciar a beleza do que se mostra.
Passos sem rumo, circunferência da vida... Prendem os pássaros e nem sabem que estamos na mesma!
Só sentirei o arranhão que sangrou e tudo ficou pequeno.
O sono que chega é a morte passageira. 
O que acontece lá fora enquanto sonho com as estrelas?
A noite prossegue, é isso que temos. 
Tenho saudades do sono profundo de quando criança, da inocência de não ver a estrada tão longa.
Que percurso é esse que o tempo não cura? 
Que a gente nunca chega?
Angústia de ser  humano é não ter como saber o que era antes de ser.
Mundo já pronto que não nos acolhe, somos lançados num poço profundo.
Quantos já passaram aqui e foram presos também, se hoje estão libertos, isso não sei.
Uns dizem : moram no céu, outros no breu.

Autora: Sharline Dionízio


sábado, 12 de maio de 2012

O que posso dizer...


Momento findo.... hora do arrependimento último. É o tempo derradeiro que vem para cumprir o ofício mais doloroso que lhe cabe.
 Tema que homem algum pode explicar.
Fluxo de uma vida de realidades e quimeras.
Quem me dera poder dizer  que há um momento certo, ou uma hora determinada. A idade em que podemos  dizer: "se vai agora". Não! Isso não posso dizer. O momento chega, a hora e a idade, mas não é escolha nossa.
Ela vem sem demora a todo vivente, o que sai na chuva e ao que debaixo das cobertas se refugia.
 Ela chega não importa quem seja. Se é herói, bandido, artista ou o seu José da padaria. Não há escolha de cor, sobrenome ou status. Sua sina será acabada, a voz um dia se cala.
Haverá uma troca: Os festejos de um dia radiante, aquele em que se comemora a estréia na vida, para o vazio que se instala quando só a saudade se encontra em meio a dor da partida.
Que posso falar dessa hora se a única morte que senti foi a de estar viva e saber que um dia vou embora? 
Aceitar a morte é viver aos pouquinhos, para então morrer devagarinho.

Autora: Sharline Dionízio

sábado, 14 de abril de 2012

Como as estrelas!



Em cada anoitecer a alma suplica renovação, como as estrelas que renovam seu brilho diante da escuridão.
A premência é tocar a verdade. Chega de mentiras discretas, de símbolos de alienação.
Não! Não me venha com o real. Preciso do que é angústia de homens, de humanização.
Sinais supérfluos, motivos de guerras infindáveis, mazelas sem solução. Tirem suas máscaras e joguem na lama de suas hipocrisias. Seja louco uma vez na vida.
Aprende com as estrelas que não necessitam de técnicas. Apenas são o que são e cumprem seu papel. Para vê-las brilhar não é preciso ter diploma, apenas olhe para o céu.
Estou presa nas letras que compõem esta reflexão.
Mas as estrelas! Ah... essas não carecem de muita explicação.



 Autora: Sharline Dionízio

domingo, 1 de abril de 2012

{{{Contemplação!!}}}

Dia desses avistei o mar.
Era noite e ao longe podia ver pequenas centelhas
de luzes que mais pareciam estrelas.
Fiquei horas inquieta com tamanha grandeza.
Por mais que já o houvesse apreciado
diversas vezes, a sensação é de novidade, porque
a beleza que transborda das ondas calmas junto a brisa noturna,
não é visão que acarrete costume, apenas êxtase.
Não sabia o que fazer com o sentimento que em mim ficou.
Entrei em contato com a imensidão, com o horizonte distante e inalcançável,
contato que não fala de fisicalidade, antes é um apoderar-se do infinito.
Deu vontade de pegar todo o mar que me pertencia e pôr na coleção das coisas eternas,
mas não pude. Era irreal e ao mesmo tempo perceptível.
Quis morder, como criança que entra nos primeiros meses de vida em contato com o mundo,
mas também me era impossível de fazê-lo.
Nada consegui portanto, naquele momento.
O homem não se contenta de não poder medir ou materializar o que sente...
Precisa do concreto e não sabe que a mais bela forma de entender o mar talvez 
esteja nos versos.

Autora: Sharline Dionízio





sexta-feira, 23 de março de 2012

]]]Indefinição[[[


     Ainda que na rotina me escondesse, que nos impávidos pés da invisibilidade ilusória  tentasse fugir à convocação da vida, não poderia ausentar-me do fluxo agressivo dos dias que ligeiramente, vão escapando ao nosso  controle.
   Mesmo que de longe olhe o horizonte da vida, não me arrisco imaginar que chegarei ao fim. Ou mesmo que chegasse não serei decerto, merecedora de glórias e troféus.
   No fogo da lareira que vai queimando aos poucos, algo mais que matéria- prima vai se esvaindo junto com os sonhos que timidamente sonhei. A música que tocava , já não se ouve mais, a dança que a passos largos sentia como louco que, sem reservas apenas explode com o calor dos gestos,  já não é visível aos olhos de dentro.
   Algo mudou, mas o quê?
   Entre tantas brincadeiras me achava! Faz de conta, gritaria, algazarra... pequeno mundo que já não é sozinho. Espaço que transformei em lugar.  Só dentro de mim é que posso achar. Tantos detalhes que hoje procuro no ar... já não será possível respirar. Ar de infância, de amor simples como o fogo da lareira, que de tão igual já não queima cá dentro.
  Devagar para que eu possa apenas olhar e nessa atitude de quem não olha deveras o fogo, possa quem sabe achar o que não sei. Talvez seja um caminho, ou quem possa caminhar. Não importa, o que interessa é procurar. A única certeza são as pedras do percurso que irei passar.
   A questão não é o que se procura, mas o motivo da busca. Quero me encontrar e enquanto não acho vou sendo como esse fogo que demora para queimar.

Autora: Sharline Dionízio
   

terça-feira, 20 de março de 2012

´´´´Ilógico´´´´

Qual a lógica de chegar?
Já que para se afirmar o homem precisa das conjecturas, então responda-me: Por que era preciso que deste mundo fosse parte? 
Como coisa alguma se encaixa, uma descrença envolve esses dias de Março, é como um começo depois da euforia. Tudo passa!
Quisera que o pôr -do- sol  ficasse parado, só assim seria verdade. Mas não, ele parte nesse imenso ocaso.
Apenas os dias se movem como se não notassem que não posso ser melhor do que fui quando criança.
Posso sentir lágrimas caindo do papel. Morte ou vida? Decida! É isso que o mundo grita.
Penso hoje como se fosse ontem, e o amanhã é como se não existisse, não posso refutar, essa é a premência da vida.
Qual a lógica de chegar? 
Em tantos olhos não consigo ver. Só vejo o porquê de partir sem ver o Sol que não deu tempo de assomar.


Autora: Sharline Dionízio

quinta-feira, 15 de março de 2012

~~Confluência~~



Se...

O que seria do poeta 
se a palavra não existisse?
Será que haveria algum
outro modo de fazer poesia?
Seu olhar seria A...
Seu sorriso a letra M...
Seu andar seria o O...
Seu falar seria R....
Assim... o poema se faria.









Solidão

Queria que o meu desalento
Em alegria transformasse
E então, tomada de tal agitação
Pudesse enfim, sentir certo alívio.
Não só de ser alguém
Mas também de não ter porque ser
E para quem acontecer
A não ser a desventura de viver 
Apenas de ilusão.








Fluxo

O que muda?
Será o dia? Será a vida?
Entre tantos dias...
Tanto Sol, tanta Lua
Tanto amanhecer e o crepuscular
Anúncio do anoitecer.

A vida continua vida
E o dia que também vem a ser.
Vida de ontem, ainda é vida hoje
E não tem porque não ser.
O que muda então?
Nossa maneira de ver.

Autora: Sharline Dionízio




domingo, 11 de março de 2012

-Percurso-

Quis a vida que na mesma estação te encontrasse. 
Dia chuvoso. Olhei para os lados, mas não sabia que lá você estava.
 Só depois percebi que havia te encontrado, ainda que não procurasse.
 Tanta gente, tantas bagagens, tanto cansaço...
   Inevitavelmente entramos no mesmo vagão. 
Sentamos lado a lado.
 A expectativa que tinha era de um longo percurso, queria que para sempre ficasse.
 Mas o trem parava em cada estação e mais gente entrava e outras tantas saia.
 E sempre permanecias, embora me apavorasse com a idéia da partida.
   O apito soava e a alma sorria.
 Sua conversa tinha tom de música celeste.
 A viagem até tornou-se mais leve. 
As dificuldades do caminho não eram maiores que minha vontade de prosseguir. 
Pensei solitariamente que a vida podia ser assim: Quem chega não pode mais ir.
 No entanto, à medida que o tempo passa e o trem vai prosseguindo, não se pode evitar o destino dos que cruzam nosso caminho.
    Não pude evitar sua partida.
 Melhor sair para outra estação da vida, em que um dia ainda posso tocá-lo, que sair para sempre das minhas vistas. 
Seu adeus foi  rápido, lúgubre  e como se já estivesse preparado antes mesmo de ter me conhecido. Alguém certamente escreveu... mas não me colocou para sempre com você...
Esqueceu!!!

Autora: Sharline Dionízio


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

===)Há vida em outro mundo...além do meu!!(===

 


O cotidiano nos cega para realidades óbvias em nossas vidas. São invisíveis que estão muito perto de nós. Sim! Pessoas que não nos dispomos a enxergar. Não valem muito, são optativas, pelo simples fato de serem inúteis para nós e, por isso deixam de existir. Ou mesmo que sejam úteis, o egoísmo, que nos permite pensar apenas em nós mesmos, e deixar de lado as necessidades alheias, nos impede de ao menos, notar o ser humano que mora ao lado.
  Deve ser por esse motivo que nos surpreendemos tanto com a bondade alheia, pois, não estamos acostumados com a comiseração de seres tão civilizados e educados como o homem!
    Tantas razões para fechar os olhos! Tantos motivos para achar que somos melhores. Mil e um argumentos para dizer que não vale à pena crer que um bom dia, um sorriso, um abraço, uma ajuda, um olhar, faça a diferença. Certamente um invisível não seria capaz de merecer tanto, não é?
    Somos narcísicos. Amamos o espelho. De tão vaidosos, somos, por vezes, incapacitados de ver o reflexo de outrem. Nossa imagem é muito agradável. Nossa perspectiva é mais interessante.
   Não digo que ignoramos as pessoas por pura maldade, nem todos, mas não fazemos o mínimo esforço para ver o outro. Não preciso ir longe. Muitas vezes, a indiferença está bem perto mesmo, dentro de casa. Nós somos egocêntricos, e não acho que seja nossa culpa, mas na medida, em que deixamos que nosso ego ultrapasse o limite,  resultando na prepotência, arrogância, algo está errado.
  Desde crianças fomos ensinados a vermos nossas necessidades em primeiro lugar, até para nossa sobrevivência, fomos crescendo e essa “pedagogia” foi sendo propagada pelo egoísmo natural, pois à medida que “evoluímos” fisicamente, somos cada vez mais também, seres para dentro de nós, e de tão dentro, vamos-nos “enterrando” em um mundo particular.
    Precisamos ter um olhar mais exterior, que possa além de ver, a nossa TPM, o ônibus que está atrasado, uma briga de casal, a unha que infelizmente quebrou, o cabelo que não está como deveria, a espinha que insiste em não sair do rosto ou o trânsito que não acaba, possamos enxergar também os invisíveis. Sabe o motorista de ônibus, a vendedora da cantina, o pedinte de rua, a pessoa que senta do seu lado no coletivo...na igreja, o homem que vende sorvete na praia, seus irmãos,  sua tia, sua vizinha, jardineiro, faxineira (o), o colega de classe que ninguém tem tempo de ouvir, pelo simples fato, de não ser o mais interessante da classe? Sim, esses, com raras exceções, são seres humanos fantásticos, com muito para ensinar, se tivessem oportunidades.
   Sei que não precisamos deles (ou assim pensamos), mas quem sabe se fizermos um esforço, perceberemos que existe um sentimento chamado gratidão, e que de quebra, possamos lembrar também, que essas pessoas, um dia foram imprescindíveis, ou em algum momento de nossa  curta existência podem ser essenciais.

Autora: Sharline Dionízio