Agora me encontro em uma tarde de quinta-feira de Junho. É outono dentro e fora de mim. As folhas vão caindo, as lembranças são levadas pelo vento... e deixo-as ir, assim como deixo a tarde passar. As folhas balançam suavemente com a brisa vespertina. As pessoas estão ocupadas com afazeres diversos, outras apenas sentadas no banco e nas recordações, pensando talvez no que já fizeram na vida e no que ainda irão fazer.
O céu anuncia uma noite estrelada e a tarde continua, assim como o outono, assim como as pessoas continuam passando...passando...como o vento. A tarde não pára , o relógio continua batendo insistentemente, indiferente aos meus pensamentos!
Nesta tarde, na qual o pôr- do- sol já está sendo anunciado pelas nuvens que pairam no céu alaranjado, penso que não poderia esquecer do Sol que hoje se põe também nos recantos das minhas lembranças.
Preciso deixar que se vá, somente porque tenho certeza que outro Sol vai chegar, radiante e cheio de luz. Sim! Outro Sol, outra dia, outra tarde...
Gosto da noite, mas esta tarde é especial simplesmente porque penso nela. No entanto ela não ficará, irá sem despedidas e com ela levará minha calma, meu sossego, minhas recordações!
Mas sei que a vida precisa de Sol, de tarde, de lembranças... assim como o dia, e que eles voltarão, sempre voltam.
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