Sejam bem vindos!!

























sábado, 22 de setembro de 2012

Acaso....



Sem querer o sol aparece de manhã...
As flores desabrocham sem  nenhuma intenção.
Sem querer a chuva cai numa tarde de primavera.
O vento entra pela minha janela.
Sem querer ouço  pássaros lá fora...
Sem querer o  céu resplandece de estrelas enquanto
a vida demora.
Sem querer  o mar se agita.
 a Lua se enche de glória.
Sem querer as montanhas se formam
Sem querer o frio me incomoda.
Sem querer  as árvores dão frutos e
Morrem.
Sem querer a vida passa e o tempo
Não volta.
Sem querer as palavras são concebidas
e o mundo começa.
Sem querer a paixão chega e a saudade
Com ela.
Sem querer vi sua chegada
Mas é por te querer demais que 
não quero sua partida.

Autora: Sharline Dionízio

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

_-Abstrato-_


 Talvez o avesso seja a melhor parte de mim.
Mas se nem o avesso for suficiente para a vida que precisa viver?
Se minha forma de olhar de dentro não for adequada para você?
Penso, penso, penso...
E isso é tudo que tenho para oferecer...
Pensamentos soltos, inconstantes e sem solução.
O que há dentro de mim, você não pode ver.
Mas, esse eu  tão interno, avesso...
te procura nos rastros de palavras escritas.
A distância do meu corpo para o teu, evidencia nossas incapacidades.
E lá,  olhando o mar não pude ver nenhum horizonte para trilhar.
Tenho alma, espírito em forma de poesia, em moldes de tristeza.
E tua forma de ser, diz ao mundo apenas de um olhar, um sorriso
Que não espera a alma dizer. Apenas diz. Vive e sente como quem não
Repara no amanhecer, no cantar, na paisagem, no não dito, nessa distância.
Eu...  tão eu...tão não-eu e nunca como você...com você e sem você..

Autora: Sharline Dionízio

domingo, 2 de setembro de 2012

Em mim...



Sinto inadequação.
Vontade de ser como o pássaro que vi dia desses...
Não sabia que podia voar, mas  ainda assim voava.
Passou dos meus olhos e seguiu solitário no céu.
E eu...fiquei com o espanto de quem não sabe o que é voar.
Estava tão apressada.
Mas o pássaro não, não tinha pressa.
Pensei que ele era muito feliz.
Incondicionalmente alegre só por voar.
Deve ser bom ter o céu como caminho.
E o tempo inexistente.
Nenhuma distração, a não ser o azul que toma conta do horizonte.
Sentir o vento das alturas e a liberdade da partida.
Queria mirar teu olhar, mas só vejo imensidão.
Ah, se a vida fosse um céu estrelado e um pássaro a dançar no ar!
Se meu amor fosse como essa vista de lua tão imensa!
Se pudesse dizer nem que fosse a metade do que minha garganta sufoca!
Se soubesses como a vida me devora!
Como pensei em ser somente tua e o medo me puxando para fora.
Como tua fala se assemelha aquele pássaro que a liberdade leva!
Minha voz não passou de uma despedida.
E, no entanto, o que mais queria era tua boca.
O pássaro lá estava numa tarde tão comum...
E a minha vontade era de ser um.
Tal inadequação parece real e esbarra na minha ilusão.
O mundo que construo todos os dias me diz que não há solução.
Olha para quem sou...
Não! Não enxergas que não sou pássaro?
Pensas que posso voar.
Inadequação.
Não nasci para o voo...
Firme estou na terra de todos e ao mesmo tempo de ninguém.
Do mundo de quem precisa se afirmar.
E eu...
apenas querendo voar.

Autora: Sharline Dionízio







quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quando as flores nasceram?

 
 Não vi o desabrochar das rosas que um belo dia amanheceram em meu jardim.
   Admirei o orvalho que delicadamente pousou em tuas pétalas tão indiferente a
   minha solidão.
   Senti  tua paz e vi que minha melancolia em nada assemelhava-se a tua alegria
   de rosa que só não é maior porque não sabes que assim és.
   Penso que não és só bela. Há uma magia intrínseca ao brotar de tua vida, bem maior que
   a minha existência.
   Todos te querem  colher e alguns oferecem-te como presente de paixão
   Só eu que não me dou  inteiramente a vida que grita para mim.
   
   FLOR, COMO ÉS FELIZ!
   Qualquer uma mais que a mim. 
   Não te preocupes comigo. 
    Só quero contemplar-te porque és o que não posso ser: livre de pensamentos ruins. 

    Autora: Sharline Dionízio

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O amor acaba? *=*



    

     Corro o risco de não saber responder a esta pergunta e até mesmo não querer respondê-la. No entanto, aventuro-me a essa questão que tanto me intriga e instiga também. E aviso que faço apenas uma reflexão sem a exigência de persuadi-los de absolutamente nada.
     Tantas histórias de amores findos e despedidas amargas. Não é só na voz de Elis Regina que o amor tem fim trágico. Que o olhar é de adeus. Que as pessoas se arrastam, arranham-se, escondem-se atrás da porta e choram. O amor acabou!
   Será mesmo que amor acaba? Um belo dia quando a felicidade reina, quando dois corpos se conversam, quando a vida parece normal e a rotina suscita olhares já mais distantes, porém aparentemente apaixonados. Um diz para o outro que já não ama mais. A surpresa é inevitável.  Mas, como assim não ama? Ainda ontem fazias juras de amor!
    Um sai de casa o outro fica. Um se vai na certeza de ter tomado a decisão certa. O outro...sem respostas. Permanece somente a última palavra: Adeus! Que por vezes não foi sonora. Foi só gesto que doeu. O virar das costas. O simbólico fechar a porta para sempre.
    Quando um não ama, o outro não pode amar! Certo? Queria dizer: Certíssimo! Mas a vida não se calcula como a matemática. Por que o amor tão grande de um não é suficiente para a relação? O amor terminou! Mas não foi essa mesma pessoa que tanto amaste um dia? Que os olhares se encontraram e um sentimento tão bonito surgiu? Sim, a mesma. Será?
    Amor! Como explicar o fim?   Se amar é uma decisão, como não amar? Por que escolher o término em detrimento da promessa de eternidade? Talvez tenha ido longe demais nas questões, mas não limitaria meu pensamento a perguntas que posso responder.
    Bem, Talvez pensemos ainda como Eva, que trocou a eternidade por uma "maçã". Mas quem pode julgar seu proceder? Se hoje trocamos amores por diversão? Amores? Quem garante que não passava de paixão?

Autora: Sharline Dionízio
  
    
  
    

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

__Noite__



Dias tranquilos não trazem paz.
Noites de calmaria escondem tempestades sombrias.
Quisera eu que o silêncio desse dia silenciasse também  minha vida.
Brisa e folhas que dançam no ar...
Só não se move essa minha indiferença.

O nada parece vazio e sem vida, 
mas traz agonia.
É doloroso suportar a lacuna do tempo que somente sussurra.
Ainda se gritasse, berrasse!
Mas não. silencia.

Isso passa!
Dias vazios.
Inércia de agora.
Eu.. .parada nas horas.

Será que se esforçar-me consigo ouvir sua voz?
Mas ela não fala!
Só passa.
E sempre passará.

Ouço só a chuva lá fora.
Ela não se importa com o que sinto.
Nem eu pergunto por que chora.

Entretanto tenho a atenção em
cada gota que toca o chão
E escorre pela vala.
Não sabe do seu nada e do que nunca será.
Apenas corre em sua fluência...
Se pudesse também fluiria como ela!

Desejo voltar àqueles dias em que não tenho lembranças.
Época em que  vivia o agora.
Primeira infância.

A noite está passando...
Como faço para desvincular-me de tudo
 que sinto?
Talvez a morte.
ou  apenas morrer um pouquinho.


Autora: Sharline Dionízio





segunda-feira, 23 de julho de 2012

)))- Você -(((




É fácil falar do amor, da paixão e do desejo.
É fácil falar do céu, do mar, das estrelas e do universo.
Difícil é falar do que sinto quando você está perto.
É fácil escrever poemas de amor quando não nos envolve.
Difícil é descrever este meu sentimento tão nobre.
É fácil escrever pensamentos bonitos de paixões e encontros ardentes.
Difícil é definir o que sinto com os seus beijos.
É simples olhar para o céu e apreciar tanta beleza.
Difícil é contemplar a lua e não sentir a sua ausência.
É fácil dormir com alguém.
Difícil é entender o fato de acordar no meio da noite pensando em você.
É simples falar de abraços e do benefício de estar perto.
Difícil é não ter seus braços sempre que desejo.
Escrever este poema é até bem simples.
Difícil mesmo é não ter palavras para explicar
O que você representa.
O silêncio talvez seja melhor do que tentar explicar
meus sentimentos, minha falta de apetite ao seu lado
e este poema.


Autora: Sharline Dionízio

sexta-feira, 13 de julho de 2012

[...] Palavras e nada...





Como dizer o que sinto agora?
Palavras não são bem-vindas.
No entanto me deixo levar por tentadoras letras.
Vicissitudes desta vida levam-me embora.
Ah! Como desejo sair daqui e enfrentar uma tempestade lá fora.
Sair em meio a raios e trovoadas.
Entretanto, o mar tão bravo não está fora.
Queria o significante brotando dessas palavras...

Solidão pode ser estar sozinho.
Sentir saudades de outra alma.
E porventura ficar triste em meio a muita gente.
Mas esta que resolveu fazer-me companhia é mais que isso.
Solidão de falta de si mesmo que rasga por dentro.
E mais um pouco de algo que não consigo dizer.

Quero mais que tudo esse algo que pulsa.
Mas não quero correr para isso que me sustenta.
Ficar aqui sozinha comigo não resolve esta lacuna.
Minha história não me diz o que fazer agora.

Não posso dizer que conseguirei ser o que você espera.
Não por falta de querer.
É a inércia destas dúvidas que me paralisam nas horas.

Tudo, tudo que quero agora é uma presença...
Desejo preencher este vazio que insiste em não ir embora.
Não entenderias se falasse...
Palavras agora não servem para nada.

Autora: Sharline Dionízio

sábado, 7 de julho de 2012

-> Uma ausência <-



Hoje não sei mais quem você se tornou...
Não reconheço mais seu sorriso.
Suas poses, suas demoras incansáveis.
Seus gestos engraçados, sua maneira de cantar.
Sua mania de me olhar.

Onde está você?
Não vejo mais em seus olhos os sonhos de outrora.
Tenho sonhos hoje que você nem sabe!
Estou ausente das suas memórias.

Se ao menos, suas palavras ficassem.
Mas não, sua voz se calou  e o seu discurso
Ficou nas páginas que passaram.

Será que você lembra dos dias felizes?
Das piadas que contávamos.
Lembra que eu sempre ria antes de terminá-las?

Não sei por que você se foi.
Você sabe?
Tantas conversas ainda...
Momentos que não floriram no jardim
Que construímos.
Flores que murcharam, outras nem nasceram.
Mas ainda lembro dos passeios insólitos e das
Horas ligeiras.

Sei que está bem.
Melhor do que eu talvez.
Mas, porque o tempo precisa ser tão
Frio e calculista?
Você na sua vida e eu na minha.

Nossos caminhos se cruzaram
E tomaram rumos diferentes.
Será que ainda há um meio de refazer este laço?
É ruim dizer isso, mas não é possível
mais unir-me a seus passos.

Será que deixei o melhor de mim quando
Fui personagem da sua história?
Não sei.
Torço para que você se recorde
apenas do meu sorriso de amizade.
Do olhar de perdão nos momentos que 
Precisava.
E lembre-se:  saí da sua vida, mas te tenho ainda
Na minha.




Autora: Sharline Dionízio







quinta-feira, 5 de julho de 2012

AvEsSo


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Quem me lê agora...
Enxerga menos do que gostaria de dizer.
Quantos podem entender a verdade dessas máximas?
Isso não é tão grave.
Não é possível uma compreensão completa de uma alma.
Este rio é demasiado profundo e lá no fundo há certa melancolia.
E quem deseja conhecer o que há dentro?
Não há tempo e nem momento...
Só a rotina que paralisa que devora.
É mesmo necessário ver o que há além da visão?
Necessidade? ??
Sensibilidade é uma raridade no mundo de então!
Aparência é modismo.
Não há mais tempo.
 Insisto nesse tema.~

Autora: Sharline Dionízio
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